13 Comments
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Anna Raposo de Mello's avatar

O digno, correto mesmo, seria responder com o emoji de olhos arregalados, de antecipação polissêmica: tô ansiosa pelo que vem por aí! Mas como essa caixinha, tal qual São Paulo faz com as havaianas, constrange o internetês, vou contar que essa edição me lembrou uma coisa em que eu não pensava há séculos. Na casa da minha avó, nos 90 quase 00, assinava-se a veja. Eu era pequena, não entendia nada, mas gostava de ler 2 seções: as frases da semana (aspas fortes recortadas de seu contexto - a mais célebre e memorável sendo a da Xuxa: “no Brasil não há homem para mim”) e a crônica, que vinha justo na última página, como um arremate. Eu amava, mesmo criança demais pras sutilezas. Não lembro de resgatar essa memória nem quando eu passei pela veja (ocupada demais sofrendo com o assédio moral em nome do jornalismo de caráter duvidoso). Que bom lembrar agora! Obrigada!

👀

Gabriel Brasil's avatar

Não era pela Veja no meu caso, mas também foi na crônica que eu vi quando pequeno que a leitura poderia ser um negócio divertido (com sofisticação). Honrado pela oportunidade de ajudar a resgatar essa memória!! Um beijo!

lena's avatar

Emocionada com sua crônica. Como admiradora desde sempre do gênero, fico feliz que o esteja resgatando.

Que a IA não nos ouça, mas ela não consegue...

Gabriel Brasil's avatar

Também acho que fica difícil pra IA nessa, mas vamos ver. E obrigado!

Bruna Eskinazi's avatar

"De notícias e não notícias faz-se a crônica" é uma obra-prima. Ainda mais se acompanhada de "O Observador no Escritório". A crítica literária de buteco que faço é que Drummond não foi o suficientemente lembrado pelas suas crônicas, talvez ofuscado pela sua poesia. Mas sua prosa é muito poética e mais despretensiosa que a de Veríssimo.

A minha intuição me diz que a crônica vai ser cada vez mais um gênero feminino. Com um olhar mais habituado em ver pelas frestas e com menos pretensão de tirar grandes conclusões.

Gabriel Brasil's avatar

Não sou especialista em Drummond, mas concordo com a crítica de boteco - a poesia no fim foi uma pedra no caminho da sua memória como cronista, parece.

Não saberia opinar com relação à prevalência feminina no futuro do gênero (o literário), mas seu argumento faz sentido pra mim - acho que o bom cronista carece de uma boa dose de agnosticismo, nem sempre presente entre os homens.

Alessandra's avatar

gostei tanto que escrevi uma breve crônica em sua homenagem! obrigada por me lembrar que o que mais gosto de escrever são crônicas, inclusive aprendi com seu conterrâneo, o Drummond e as suas crônicas publicadas na série Pra Gostar de Ler. um beijo desde são paulo!

Gabriel Brasil's avatar

Eu adorei (e fiquei muito honrado)!! E essa série era imbatível - cumpriu muito com o que o nome prometeu né, foi mais ou menos por ali que eu descobri que a leitura poderia também ser um negócio divertido. Obrigado pela homenagem; um beijo desde Londres!

Elze's avatar

Gabri, eu fui lendo o teu texto e sentindo um alívio... De haver alguém observando essa loucura acelerada entranhada em tudo e colocando em palavras, expressando um tanto de sentimentos que são complexos e misturados entre si. Obrigada.

Gabriel Brasil's avatar

Feliz em saber da companhia, Elze :) obrigado por compartilhar o seu sentimento!

Celina's avatar

Brilhou, como sempre com idéias inéditas e bem colocadas! Parabéns!

Gabriel Brasil's avatar

Obrigado pela gentileza, tia Celina!

ronan donizetti chagas's avatar

Parabéns, Gabriel! Gostei muito.